Espera...


Eu te esperei a minha vida inteira,
muitos anos sofri e, a te esperar,
minha alma transpôs mar, venceu fronteira,
porém não conseguiu te reencontrar.

E eu não achei, amor, melhor maneira
de esta saudade infinda amenizar,
senão pôr água fria na fogueira,
para, aos poucos, a chama se apagar.

Entretanto se em cartas mais amenas
me desses uma, uma esperança apenas,
a vida inteira, ansiosa, esperaria...

E quando, um dia, então, tu regressasses,
por mais sublime o amor que desejasses,
este sublime amor eu te daria.

 

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